Cinema

Le Petit Prince - O Filme

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Não sei se já mencionei por aqui, mas O Pequeno Príncipe é um dos meus livros favoritos. Já li diversas vezes e cada vez que leio abraço uma das lições e minha vida ganha um novo estalo. Pra mim, ele está longe de ser um livro pra crianças, mas também não serve pra pessoas muito impacientes, objetivas, que levam tudo ao pé da letra (há raras exceções, manifestem-se!).

Bom, esse post não é para ser uma resenha do livro, até porque vocês vão conseguir achar várias por aí, mas sim para apresentar, diante de minha infinita felicidade, o trailer do filme que será lançado em outubro do ano que vem. Saquem só:


Quando eu vi que tinha saído o trailer, tive aquela ligeira sensação de medo de que talvez tivessem estragado uma das histórias mais bonitas do universo literário. Até porque já tinham feito tantas adaptações visuais, principalmente para crianças, uma mais sem graça que a outra (minha opinião!) que a chance de ser só mais uma no meio de todo o resto me parecia grande. Aí eu assisti o trailer e saí dando pulinhos de alegria. Por quê?

Motivo 1: o filme é genuinamente francês;
Motivo 2: a música do trailer é Somewhere Only We Know;
Motivo 3: a versão da música é a da Lily allen;
Motivo 4: não menos importante, ou melhor, mais importante - a história do livro será contada com dois universos, sendo o do livro feito em madeira. Sério, me apaixonei pela ideia! *.*


Se ainda não assistiram, dêem o play aí em cima, e espero que gostem e torçam para o tempo passar rápido e vermos a obra de arte por completa!

Agora deixem-me aqui abrindo o meu livro porque, depois disso, eu tinha que le-lo mais uma vez.

Au revoir! 
Bisou
M.

Blues

Walk the Line (pt.: Johnny e June)

sábado, novembro 01, 2014

Hi Folks!

Gostaria de apresentá-los a um filme que eu sou apaixonada. Na verdade, não sei do que gosto mais: se é da trilha sonora, da genialidade do artista retratado, da sutileza da amizade e companheirismo e de como isso é capaz de superar qualquer problema, ou do amor. Quem já conhece, conte aqui a sua impressão do filme, vou ficar feliz em saber! Pra quem não conhece, let's go!



O Walk the Line (ou Johnny e June, nome no Brasil) é um filme que conta a história de Johnny Cash ♥, um cantor de country+blues+folk+rock estadunidense. O roteiro foi baseado em livro autobiográfico de Johnny, e conta com presença de personagens tão grandiosos quanto ele, como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, June Carter, entre outros.


Desde pequeno, Johnny e seu irmão costumavam ouvir rádio, e Johnny sempre se apaixonava pelas canções que ouvia. Trabalhava na força aérea quando comprou seu primeiro violão e, ao pedir Vivian em casamento, mudou-se para Tennessee e passou a trabalhar como vendedor até que encontrou uma gravadora e foi lá dar as caras. Gravou seu primeiro disco e passou a fazer pequenas tours para divulgar o seu trabalho. Conheceu Elvis, Jerry Lee e June Carter, onde passaram uma temporada tocando nos mesmos festivais. Johnny viajava com Jerry Lee e June, o que gerou uma grande amizade entre eles.

Johnny começou a envolver-se com bebidas e, em um episódio em que teve um péssimo comportamento, June abandonou a tour com os garotos, o que fez com que Johnny tornasse um viciado. Seu casamento com Vivian começou a desmoronar, e o relacionamento com seu pai continuava bastante infeliz.

A história conta todo o drama de vida e carreira de Johnny Cash, com muita música boa e bastante animada, embora o enredo pareça triste. É bastante focada em seu relacionamento, nos leva até o momento em que propôs June Carter em casamento, que foi sua companheira até o fim de suas vidas.

O filme rendeu várias indicações à premios, entre elas a de melhor atriz no Oscar em 2006 para Reese Whiterspoon ao interpretar June Carter.

Fica então para vocês o trailer do filme:


Assistam ;)

Kiss,
M.

Drama

Comenta-se... e por dentro se corrompe.

domingo, outubro 05, 2014


Comenta-se lá fora que ele agia de forma egoísta. Mal sabem os outros que tudo que ele tinha era dúvida. Dúvida do que podia fazer para mudar o que lhe incomodava e para permanecer confortável em sua casa e em sua vida, mesmo não sendo o padrão daquilo que seus semelhantes mais desejavam ou que achavam que era pertinente desejar. Estava exausto ao se sentir mais uma peça de xadrez presa num tabuleiro - o cenário que deveria ser de seu total controle estava aos poucos se transformado em manipulações inteligentes nas mãos dos que enxergam horizontes maiores que os seus. Estava cansado de todos pregarem algo que, na prática, nunca era feito e mais cansado ficava quando essas mesmas pessoas lhe opinavam invadindo suas decisões. Conturbava-se então, fortemente, ao ser cobrado e obrigado a tomar uma dessas decisões agora, quando queria apenas dormir e acordar em outro planeta.

O momento é agora, dizia a senhora de idade que de vida sofrida sabia o que talvez daria certo e o que talvez jamais daria. Ele não queria uma vida de retalhos como a dela, então lutava até a última gota de suor para que seu social, cultural e emocional permanecessem intactos. Afinal, para garantir seus sonhos, esses pequenos detalhes construiriam a perfeita "base" para que então pudesse se relacionar perfeitamente com a sociedade, sendo um bom amigo, um bom companheiro, um bom marido, um bom pai. A senhora não o contou que existem pessoas que passam pelo que ele passa e que é possível encontrá-las e, por conseguinte, chamá-las de semelhante. Pois para elas não importará o sacrifício, mas sim a vontade; não importará milhões de palavras inteiras, mas sim algumas pela metade; não importará quem ele tentou ser de mentira, mas sim ele de verdade.

Em meio a turbilhões de desânimo, angústia, glórias e sorrisos, parava muitas vezes e, imóvel, não sabia quem era, o que queria ou o que fazer com aquela fração de segundo de vida. Mesmo sem se mexer, o tempo não parava, corria em suas veias e pulsava em seu coração, transbordando em salivas o grito exposto de desespero e indignação. Pobre coitado. Além de si mesmo, tinha que cuidar dos outros e, se não o fizesse, continuaria se cobrando. Por que ele não poderia desencanar, como fizeram alguns de seus amigos e seu pai? Por que ele não poderia desafrouxar o nó de sua garganta e vomitar palavras sinceras para qualquer um que passasse e pudesse ouvir? E por que não para as pessoas que tinham que ouvir? Seu desabafo era silencioso, em forma de palavras pela metade e em canções nunca registradas.

Comenta-se lá dentro que caía no mais profundo abismo ao ver sua vida aos poucos despedaçar e ter que se preocupar com coisa demais.

E o que ele só queria mesmo era um pouquinho de paz.

M.

Marvel

Trilha Sonora - Guardiões das Galáxias

segunda-feira, agosto 18, 2014

Hey folks!

Sentiram falta de um post mais descontraído? Eu sim!



Além disso, senti bastante falta de um tempo extra pra cá, maaaaaas, sabe como é, né!? Acho que reclamarei por falta de tempo por todos os dias de minha vida! hahaha
Os últimos posts do blog foram dedicados à publicação dos textos e poemas que escrevi durante o mês de junho para o projeto PHPoemaDay. Ficarei bastante honrada em saber a opinião de vocês sobre eles. Então, bora lê-los e comentar? Só clicar aqui: #PHPoemaday! (pidonda, né?) Aí vocês podem voltar pra cá e ler o resto do post =P

O assunto desse post é a trilha sonora do filme Guardiões da Galáxia. Pelo simples motivo: assisti o filme semana passada e, assim que acabou eu pensei: tenho que postar no blog! Ela é super legal, bem retrô, não é da minha época (não vivi anos 80!) mas, ainda assim, pela minha família, conheço muito da música oitentista e gosto de muitas também! Então, indo direto ao ponto, venho divulgar-lhes o vídeo que possui a trilha para que, antes de fechar a página aqui do Lacrymosa, você navegue a vontade por outros sites depois de dar o play nessa divertidíssima lista que é um dos pontos mais legais do filme!

Alguns detalhes (como a fica cassete ilustrando o post) perduraram até os anos 90 fazendo com que eu também sinta um pouco de nostalgia *.* Pra quem não conheçam, essa é a oportunidade de gostar da música que nossos pais curtiam sem ter vergonha de alguém ver! =P

So... Let's play? 
(omg, fazia tempo que eu não falava isso! =D)


Segue a lista para os curiosos!

1. Blue Swede - Hooked On a Feeling (0:00)
2. Raspberries - Go All the Way (02:52)
3. Norman Greenbaum - Spirit In the Sky (06:13)
4. David Bowie - Moonage Daydream (10:15)
5. Elvin Bishop - Fooled Around and Fell In Love (14:57)
6. 10cc - I'm Not In Love (19:31)
7. Jackson 5 - I Want You Back (25:35)
8. Redbone - Come and Get Your Love ( 28:35)
9. The Runaways - Cherry Bomb (31:58) 
10. Rupert Holmes - Escape (The Pina Colada Song) (34:15)
11. The Five Stairsteps - O-O-H Child (38:52)
12. Marvin Gaye & Tammi Terrell - Ain't No Mountain High Enough (42:06)

Sou suspeita, minhas preferidas são de Bowie, Jackson 5 e The Runaways. E vocês, gostaram?
Conta aí! 

Aaah, dá só mais uma espiada nessa fofura:


Té mais ;)
M.

Eu escrevo

O Palhaço (#PHPoemaDay - Dia 30)

domingo, agosto 10, 2014

O circo que vai
o circo que volta
aprende no caminho
que quem vive sozinho
tão triste se encontra
pois não há picadeiro
que sirva de palco
pra vida medíocre
de um simples palhaço
ridicularizado por ser
ou não ser, só fingir ser
alegre e feliz
e gostar de viver.

Mas um dia a hora chega
e mesmo havendo esperança
o palhaço se entrega
e espalha por terra
migalhas de risos
e água de lágrimas,
sem ninguém avisar,
sorrateiramente.
Deixa que vai
o circo que volta
e segue seu caminho
deixando o palhaço,
seguindo sozinho.

 [Esse post faz parte do desafio #PHPoemaday. Para ver os outros textos do desafio, clique aqui.]
Tema  30: Um Circo.

Para ler

Por onde quiser (#PHPoemaDay - Dia 28)

domingo, agosto 10, 2014

Passos
passam
pessoas
perdidas
possessas
por onde
quiser

Arranhos
no céu
estranhos
na terra
correndo
por onde
quiser

A pressa
domina
viola
na esquina
ecoando
por onde
quiser

Na cidade
do caos
do amor
e do medo
vivendo
por onde
quiser

Errantes
sem sapatos
de saltos
ou chinelos
querendo viver
por onde
quiser.

 [Esse post faz parte do desafio #PHPoemaday. Para ver os outros textos do desafio, clique aqui.]
Tema 28: Sua Cidade.

Eu escrevo

O meu Deserto (#PHPoemaDay - Dia 29)

domingo, agosto 10, 2014

Sem contar, a infinidade do tudo me traz um vazio tão grande quanto a ausência de coisas existentes no nada. Contando, eu não consigo chegar a nenhuma conclusão. A imensidão da vida, a incerteza da origem da existência dela mesma, corrói os meus mais ínfimos pensamentos. Entretanto, o café quentinho, forte o suficiente para instigar a energia e minha criatividade, trazem ilusórias lembranças - coisas que nem aconteceram - revelando bons enredos para alguns livros. Uma pena eu não ser um escritor! Seria interessante refletir sobre a origem de tudo - partindo do pressuposto de que o tudo existe - e relatar isso à humanidade. Claramente muitos já o fizeram, mas quando partimos do mesmo zero podemos concluir alguns pequeníssimos detalhes diferentes que antes não foram pensados. Se bem que, escritor ou não, sou humano e pensador, já reflito tudo isso e cada vez mais me sinto ignorante nesse universo, nessa vida. Na verdade, alguns pensamentos vazios se misturam com conteúdos interessantes, porém indecifráveis por si só, formando uma confusão praticamente homogênea. Que faço eu, eu mesmo?

Questionar a quantidade de sais ou grãos de areia em um deserto, ou tentar ao menos separar os dois, é tarefa para quem preocupa-se com algumas coisas que outras pessoas consideram inútil. O que seria inútil? A busca pelas questões não óbvias ou curiosidades sobre a origem de algo, ou buscar pelo sucesso pessoal que traz admiração externa e fanáticos oportunistas? Acredito não existir resposta certa para essa questão, já que vivências e criação influenciam nas nossas decisões, mas onde encaixamos a razão e o bom senso, segundo Kant? Eu não sei, realmente, o que eu posso fazer para saciar essa angústia, essa dúvida sobre mim mesmo, sobre aqueles que amo e sobre a natureza que venero e abriga meu erros e tropeços. Eu me olho no espelho, vejo uma imagem um pouco diferente de ontem, um pouco igual, um tanto comum. Porém não reconheço, depois de cada tombo ou andar elevado, a mesma pessoa, os mesmos pensamentos. Dói, mas constrói o meu presente que sonha com meu futuro, mesmo que, de fora, pareça um vazio em busca de respostas para as questões mais bizarras - ou mais inconvenientes. Como poder matar a sede que sinto como se estivesse vivido a vida inteira em um deserto? Há um deserto dentro de mim esperando uma chuva de explicações no calor do meu momento e na frieza da minha alma.

 [Esse post faz parte do desafio #PHPoemaday. Para ver os outros textos do desafio, clique aqui.]
Tema 29: O Deserto.

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