Estava vendo os meus rascunhos do blog e encontrei esse post. Ele foi escrito no final do ano passado, fala tanto de mim que eu pensei muitas vezes antes de decidir postar. Acontece que eu gosto muito de sempre reler o que escrevi, relembrar o que se passou comigo no passado, e concluí que ler aqui no blog me faria ver que eu fui capaz de passar por tudo e conseguir ficar bem, sem receio. Algumas alterações temporais foram adaptadas para o momento de agora, mas a essência do post não mudou.
Antes de começar gostaria de lembrar que esse blog é pessoal, que na maioria das vezes aqui eu compartilho coisas da minha vida com quem estiver disposto a ler. Muitos posts são para o leitor ganhar algo novo, como uma indicação de música, filme, livro, textos... Mas muitos outros são uma extensão mínima do que se passa na minha cabeça e esse post aqui, agora, é um desses.
Coisas aconteceram. Assuntos acabaram. Outros começaram. E durante os seis meses que não gerei conteúdo no blog, eu gerei reflexões extremas acerca de mim mesmo e do mundo ao meu redor.
Cheguei à algumas conclusões:
- Sou uma pessoa orgulhosa.
- Amar a si mesmo é uma das principais atitudes que deveríamos ter, mas a intensidade desse amor deve ser balanceada com cada tipo de ser humano, considerando maturidade, perfil emocional e empatia.
- Sonhar é parte de mim e viver a busca de um sonho é muito mais gratificante do que qualquer sonhador poderia imaginar. Imagine viver o sonho?
- Amizade se constrói do nada, se destrói do nada, e sentir-se órfão de um amigo é tão doloroso quanto terminar um relacionamento amoroso.
- Se conquistou minha atenção, a terá para sempre desde que não me decepcione ou me faça perder a paciência (ela é quase infinita, acredite!). Caso consiga tal proeza, começarei a parar de me importar com algumas coisas tão óbvias, perderei interesse e curiosidade.
- Você pode até me conhecer, mas jamais conseguirá ler a minha mente. Pode até acertar minha conclusão, mas dificilmente acertará meu raciocínio.
Ainda que conturbado, viver momentos de altos e baixos ajuda a nivelar os nossos objetivos. A tristeza nos apresenta a bebida, a esperança nos traz um prato diferente de comida. Eu tive medo de sofrer. De nunca ser amada novamente e de nunca mais encontrar alguém em que eu me sinta a vontade para estar em um relacionamento sério, um relacionamento para toda vida. Também tive medo de não me manter sozinha, de não conseguir pagar as minhas contas e de depender para sempre dos meus pais. Eu senti medo de viver. E, na verdade, ainda sinto todos os medos desse parágrafo.
Observa-se nas entrelinhas que eu estive em outra dimensão, e claro que não foi porque eu não publiquei nada por aqui. Mas sim porque hoje eu me sinto outra, alguém com propriedade de dizer que eu fui ingênua algumas vezes, mas que fui madura o bastante para conduzir algumas situações e então sair ilesa.
M.
Eu tenho mesmo essa mania de comemorar a renovação de ciclos. Sempre adorei a volta às aulas, comemoro as semanas próximas ao aniversário, sempre agradeço a Deus por mais um dia levantando de minha cama e, dessa vez, não ia ser diferente. Se estiver cansado de todo esse clichê (essa parte não vou evitar, o blog é meio que pessoal, então...) peço, por favor, aguenta só mais um pouquinho porque o post não é só sobre mim! =)
Lembro que há exato um ano atrás fiz um post de agradecimento por 2012 estar acabando e um novo ano estar surgindo, com uma perspectiva totalmente diferente, querendo que a
Se tem uma coisa que eu adoro é desabafo. No dicionário: "Ato ou efeito de desafogar; folga, alívio, trazer desafogo. Alívio, conforto". E dá pra desafogar contentamento. A gente tem mania de falar de problemas, de dor e sofrimento, desilusão, saudade. Mas... E aquela pequena faísca que alimenta os nossos sonhos e nos transporta ao gracioso momento de transbordar sorrisos? Eu sempre falei que a gente supervaloriza o ruim deixando o bom de lado. Na verdade eu sempre pensei, porque falar (embora muitos discordem), para mim, é difícil. Sou mais das ações e dos ouvidos. E dos sorrisos. E há tempos não escrevia, por isso sempre só pensava. Continuo pensando, na verdade, e as vezes surge aquela dúvida. O que, muitas vezes, nos impede de seguir em rumo a esse contentamento?
De um tempo pra cá as coisas ficaram meio malucas. Não que antes do último post estava tudo estável, tranquilo e satisfatório (não mesmo!), mas muitas coisas aconteceram desde então e estou tentando me acostumar com a realidade. Estranho esse sentimento, visto que nada muito ruim aconteceu, assim como nada estonteantemente maravilhoso. Algumas boas conquistas apenas, algumas boas percepções de vida, alguns prazos se finalizando e ansiedade, para o novo e bom, a mil. Ah, sonhos... Sonhos que servem de motivação, sonhos que me fazem olhar o alvo e me movem para alcançá-lo. Tenho incluído cada vez mais em minha vida a possibilidade de realiza-los.
Tenho muitos planos para esse blog. Percebi que tenho tantos planos para ele quanto para minha própria vida. É engraçado, fiquei exatamente 42 dias sem postar nada por aqui, mas já estou com um layout novo quase pronto, muitas ideias e muitos textos para serem postados. Acho que é uma mistura de felicidade momentânea, conteúdo, tempo livre, amigos e noivo tentando me fazer bem e me deixar feliz, aulas, provas e trabalho (não tenho um trabalho fixo ainda, mas ajudo meu noivo quando posso e como posso). Tudo isso junto pode levar uma postagem ao ar, ou não. Mas não quero me importar muito com isso. Percebo que há pessoas que visitam o blog por gostarem dele, e não acho que essas pessoas me largarão por um pouco de ausência. Sinceramente, prefiro ficar um mês ausente a encher esse espaço com posts vazios e sem graças pra mim. E, de um tempo para cá, era tudo o que eu podia oferecer. Por isso não o fiz.
Olá pessoal.
Quebrando o clima do outro post e, claro, falando sobre esse momento histórico que estamos vivendo, resolvi fazer esse post.
Tenho muitas ideias rolando pela minha cabeça. Tenho muito pra falar, tenho mundo a sentir: orgulho, medo, amor, raiva, ânimo, ódio e ansiedade. É tanto sentimento que nem consigo explicar. Já chorei muito hoje, vi coisas horríveis, mas o que mais me deixou feliz é que descobrimos que o brasileiro não está mais na geração coca-cola de outrora. O Brasil acordou! E, ao invés de escrever um texto bonito, emocionante e com palavras elaboradas, vou compartilhar o trabalho de muita gente que pensa como eu e levar a quem ainda não tiver recebido a mensagem de que o buraco é BEM mais embaixo.






